segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Minha experiência pessoal - Parte II

Fazendo pesquisas na Internet descobri que o arquivo público do Estado de Minas Gerais mantém até a presente data os livros da Horpedaria Horta Barbosa, Hospedaria dos Imigrantes de Juiz de Fora.
Prontamente liguei para o Arquivo e verifiquei como proceder a fim de obter informações acerca da passagem de ambas as famílias (paterma e materna, respectivamente, Cocco e Scarpa) por aquela hospedaria. E assim procedi.
Passados alguns dias eu recebi em casa com grande entusiasmo ambas as certidões. E para a minha grande surpresa eu vi que meu bisavô e sua família também eram sardos e, o mais incrível ainda, também de Tissi.
No dia seguinte me dirigi ao COMITES, órgão do Consulado ao qual deve-se recorrer a fim de requerer certidões na Itália. A funcionária escreveu a carta ao Cartório da cidade de Tissi com os dados que eu forneci solicitando a certidão de meu bisavô e me deu para postagem.
Saindo do Consulado fui prontamente aos correios e paguei o meio de envio mais caro que havia para que a carta chegasse logo e eu pudesse o mais rápido possível ter a confirmação de que meu bisavô também era de Tissi.
Enquanto esperava a resposta passei a realizar pesquisa acerca da imigração italiana, principalmente a sarda no Brasil. Em uma dessas oportunidades eu estava conversando com bibliotecária de Consulado acerca de toda essa história e disse a ela que meu avô se lembrava parte do endereço das cartas: Sassari, Via Roma e que essas cartas eram mandadas pela família de minha bisavó.
A bibliotecária me falou de um site que eu desconhecia, chamado pagine bianche (
http://www.paginebianche.it/), por meio do qual é possivel localizar o telefone e confirmar o endereço de pessoas na Itália por meio da Internet.
Mediante a dica que ela me deu acessei o site e preenchi os dados: que eu possuía.
Para minha alegria achei 3 pessoas que moravam na Via Roma e com o sobrenome que eu buscava. Com a ajuda de minha professora no Consulado naqueles dias escrevi 3 cartas, endereçadas a cada pessoa achada, instruindo-as com todos os documentos que eu possuia.
Nesse interim chegou a resposta do Cartório de Tissi e realmente meu bisavó também nascera naquela cidade que passei a amar e desejar conhecer mais que tudo.
Recordo que no Fantástico seguinte passou uma repostagem da Fernanda Montenegro indo visitar a Sardenha, terra de seus avôs maternos (de sobrenomes Piras, Pinna, Niedo, Ferrari). Lembro que chorei igual a criança, pois mais do que tudo era meu sonho também estar ali, mas não em Oristano, de onde a família dela era, mas em Tissi que eu já havia pesquisado e sabia que tratava-se de uma cidade muito pequena localizada no noroeste da Ilha.

Veja o video da Fernnada Montenegro em visita a Sardegna:
http://www.youtube.com/watch?v=-oZHVxCQgFk.

Na carta que enviei aos meus possíveis parentes mandei meu e-mail, telefone, endereço e sites de relacionamento onde eu estava cadastrada para que os mesmos pudessem fazer contato comigo. Cada dia de espera e incerteza quanto ao possível contato era... pode-se dizer, assustador, pois eu não sabia como os mesmos reagiriam quanto a minha carta e se gostariam de fazer contato comigo ou ao menos saber quem eu era ou acreditariam em mim.
Eu lembro que estava no Estado do Espírito Santo, a trabalho, pouco antes do meu aniversário, no ano de 2008 e recebi um e-mail de uma senhora chamada Rosalia que me disse ser amiga de uma das viúvas de um dos senhores a quem mandei as cartas.


Bandeira da Sardenha, mais conhecida como bandeira dos quattri mori

CONTINUA...

1 comentários:

aminhapele disse...

Boa noite.
Gostei de a "ver" no Pedecabra,a propósito da bandeira da Sardenha.
Apreciei o seu trabalho na busca das origens.
Tenho algumas postagens sobre o tema.
Da minha família,por parte materna,também eu sou o único representante aqui.
Meu avô e filhos mais velhos(tios e tias,infelizmente já falecidos),também partiram daqui,nos anos 20,em busca de uma vida melhor.
Minha família,ao nível de primos direitos e descendência,está desde então radicada no Rio de Janeiro e em Buenos Aires.
Também lhe digo que,na época(anos 20),era normal partirem em barcos italianos.
Foi isso que aconteceu com a minha família.
Quanto à Sardenha,a bandeira fazia parte de uma brincadeira com uma amiga,a propósito da cruz de São Jorge.
Apareça sempre,desde que tenha paciência para aturar um velho com netos da sua idade.
Um abraço.

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